Exposição “Mãos que Transformam” exibe telas pintadas por pacientes em tratamento da hanseníase

Exposição “Mãos que Transformam” exibe telas pintadas por pacientes em tratamento da hanseníase

 

Entre os dias 27 e 31 de janeiro, os pacientes que estão em tratamento de hanseníase no Centro Maria Imaculada (CMI) participaram da exposição “Mãos que Transformam”. As telas foram confeccionadas pelos próprios pacientes e expostas para visitação na Galeria de Arte do Teresina Shopping. A atividade marcou o encerramento da campanha “Janeiro Roxo”, que durante um mês intensificou as ações de combate e prevenção da hanseníase no Piauí. 

Conforme a biomédica Sara Moura, que coordena as atividades do CMI, o projeto artístico foi uma forma de trabalhar, além do acolhimento, o desenvolvimento das funções motoras e psíquicas dos pacientes. 

“Nessas telas os nossos pacientes puderam expressar o que significava saúde para cada um deles. As telas possuem uma diversidade de tintas e mistura de cores para expressar em relação à saúde deles. Como a maioria se isola durante o tratamento, devido a algumas limitações e incapacidades físicas, essa foi uma das formas encontradas também para estabelecer essa comunicação”, avaliou. 

Para que esse momento pudesse ser realizado, foram realizadas duas oficinas de arte com o professor Fábio Solon, da UFPI: a primeira aconteceu ainda no mês de dezembro de 2021, e a outra durante a programação da campanha Janeiro Roxo. “Usamos apenas uma pergunta que era para despertar a criatividade dos pacientes. A partir daí cada um deles ficou livre durante as oficinas. Foi uma atividade de muito aprendizado e pudemos compartilhar essa experiência”, disse. 

Os kits de pintura e demais materiais utilizados pelos pacientes foram doados por comunidades locais. Para Eldenira Rodrigues, acolhida pelo Centro Maria Imaculada que participou da exposição “Mãos que Transformam”, o projeto desenvolve a autoestima dos pacientes. 

“Para mim foi uma experiência muito boa. Posso dizer que melhorou a minha autoestima, pois lembro que quando recebi o diagnóstico não quis aceitar. Esses trabalhos propostos nos motivam a continuar no tratamento e se descobrir por meio da arte”, relatou. 

A exposição contou com o apoio da Ação Social Arquidiocesana (ASA), Secretaria Estadual de Saúde, Fundação Municipal de Saúde, Morhan Piauí, CIATEN (Centro de Inteligência em Agravos Tropicais, Emergentes e Negligenciados, GPES-DNT (Grupo de Pesquisa em Doenças Tropicais Negligenciadas) e Teresina Shopping.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.